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Setor privado celebra acordo na COP26, mas cobra governo

13/11/2021 - Fonte:  por canal rural


Os quase 200 países presentes na Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP26) aprovaram neste sábado (13) um texto para acelerar a luta contra a mudança climática.

Logo após o anúncio, feito pelo presidente da conferência, Alok Sharma, o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), entidade que reúne quase metade do PIB brasileiro, celebrou o resultado, mas cobrou ações do governo brasileiro.

?A pressão do setor empresarial, que se posicionou de maneira contundente nesta COP ? reunindo em um posicionamento 119 CEOs e 14 instituições do setor privado em torno dos principais pontos da pauta -, junto à expressiva participação da sociedade civil, academia, ambientalistas, indígenas e jovens, produziu resultados positivos?, diz uma nota do CEBDS.

Em outubro, um grupo de 107 empresas e 10 entidades lançou o documento ?Empresários pelo Clima?, no qual defendiam medidas para uma economia de baixo carbono e assumiam responsabilidades nessa transformação.

?Agora esses anúncios precisam ser acompanhados de medidas práticas para que tenham credibilidade. Entre elas, o combate ao desmatamento ilegal, a votação da NDC anunciada, a criação de um mercado de carbono regulado doméstico e a implementação do Código Florestal. Para tanto, é necessário um diálogo estruturado com o setor empresarial e com a sociedade para construção conjunta da agenda interna?, continua a nota, em tom de cobrança.

Para o CEBDS, a regulamentação do mercado global de carbono mostra que o caminho para aumentar ainda mais a ambição climática passa também pela utilização de instrumentos de mercado.

?A decisão sinaliza um passo importante para uma retomada econômica verde no Brasil porque cria uma oportunidade para o setor empresarial se engajar no comércio global de emissões rumo à neutralidade climática (?) Mas a regulamentação do mercado global não pode se confundir com o mercado regulado que precisamos criar no Brasil. A ausência de um mercado regulado doméstico vai gerar prejuízos e perda de competitividade internacional para as empresas brasileiras. Elas não conseguirão assegurar que produzem seguindo exigências de proteção climática adotadas no mercado mundial e poderão enfrentar barreiras comerciais climáticas?, concluí o texto.

COP26



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